Sempre a bater no ceguinho… Começa a ser constrangedor. Mas eu não tenho culpa. Ninguém o obriga a jogar assim. “Imagem de um fiasco de 35 milhões”. Esta foi a notícia do diário Marca. Adivinhem quem é que foi o protagonista? André Gomes pois claro. O pretensioso jogador que se julga dono da razão e da comparação incongruente. André, tens muito que aprender.

Eu quando era pequenino também tinha o sonho de jogar a bola. De entrar pelo Dragão a dentro e fazer um golo aos 92min. Mas como não nasci brasileiro nem tenho um penteado fixe, fiquei sentado em frente ao computador a escrever crónicas para tentar salvar a minha vida da miséria. Às vezes, simplesmente não nascemos para isso. Às vezes, temos de provar o sabor do gelado de abacaxi para percebermos que é mau para caraças. E raramente temos a sorte de ir parar ao Barcelona, jogar a titular, sentar o Rakitic no banco e mesmo com as constantes oportunidades: percebemos que abacaxi não presta e chocolate é que vale a pena. Agora, infelizmente há sempre falta de consenso entre treinadores de bancada e o treinador de banco. Uma enorme diferença! Porque nós, pagamos para ir ver os jogos. A ele, pagam para levar 4 secos do PSG. Lembram-se da vitória do FC Porto ao PSG com um golaço do James? Foi lindo. Lá estou eu a fugir ao tema. André Gomes foi do Benfica. E logo aí temos um problema, vamos lá às análises estatísticas que eu tanto gosto.

Casemiro, Danilo, Alex Sandro, Deco, Bosingwa, Quaresma, Guarín, James, Falcao,… Vocês por acaso já olharam bem para a carreira destes senhores depois do Porto? E repararam que todos eles são mais e melhores que o André Gomes? Pois é. Mas às vezes o vendedor de gelados não é bom o suficiente para te elucidar a provar abacaxi. Simplesmente dá-te logo o chocolate e não fatura tanto. Jorge Mendes não é assim. É o rei das vendas, o senhor dos abacaxis! Ninguém se esqueça do Adrian López. O maior abacaxi de sempre! Ainda me dói saber que eu por 500 mil euros por ano fazia mais do que o Adrian López. Cozinhava, lavava a roupa, os carros,… Qualquer coisa de útil. Não podemos, no entanto e apesar de tudo, desviar-nos do mais importante. Que não é muito importante mas pensa que sim: André Gomes.

Por último e em forma de ponto final, tenho de dizer que o André é o mestre da culinária. Porque de certeza que o jantar que fez para o Rakitic impediu-o de jogar contra o PSG no dia a seguir. Como é que o André vai justificar 35 milhões de euros investidos nele? É que neste momento eu estou no Porto e o André na Austrália. É essa a distancia que falta para ele convencer alguém. Se eu fosse a ele, pegava na mochila, punha-a às costas, e começava a pôr-me a caminho. Lá para 2020 deve começar a encurtar a distância. João Moutinho, nunca vou perceber como não foste parar ao Barcelona. Se fosses um abacaxi talvez fosses lá parar… Enfim.

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