Hoje escrevo, mas faço das palavras do Sérgio minhas: estou com uma azia do caraças. O terceiro clássico da época para o FC Porto onde marcar um golo não chegou. O terceiro clássico a zeros. O clássico das desilusões. Os penaltis mais vividos nos últimos tempos. De tanta coisa azarenta, safou-nos o regresso de Iker e um Óliver revigorado. E esperança no nosso comendador…

Uma primeira parte agridoce

Estamos habituados a um FC Porto forte, intenso e dominador nos primeiros momentos do jogo. Uns minutos iniciais bastante intensos e com um grande domínio. Estamos habituados a tudo o que o FC Porto não fez nos primeiros 20 minutos.

A ousadia do Sporting era bastante e a intenção de Jorge Jesus em abalar a confiança que o FC Porto vive também. Danilo lesionou-se e a total nação portista ficou a tremer. O nosso patrão no meio campo, aquele que faz Herrera jogar, estava de fora. Para compensar, Óliver entrou para encher o meio campo com magia. Mas só a partir dos 20 minutos é que o FC Porto começou a dizer: estou aqui!

Apesar disso, nunca foi um jogo muito bem disputado na primeira parte. Primariamente porque existiram faltas e mais faltas “até dar com um pau”. Depois porque as lutas a meio campo acabavam perdidas no meio de tantos amarelos perdoados. O ferrari vermelho queria mesmo fazer-se sentir.

Ainda chegamos a festejar o 1-0, mas o VAR desta vez teve visão de águia num lance onde não é claro. Mais uma vez, visão de águia contra a equipa azul e branca.

A fúria da segunda parte

O FC Porto entrou na segunda parte completamente diferente. Espalhou-se no campo, fez o Sporting ficar amarrado na teia e dominou por completo. Esta frase chegava para dizer o que foram os últimos 45 minutos do jogo.

A locomotiva Marega não parava de galgar, Sérgio Oliveira, Herrera e Óliver enchiam o meio campo e a agressividade na recuperação de bola era enorme. Brahimi continuava a agarrar-se em demasia, mas quando soltava a defesa do Sporting estremecia.

Vimos Ricardo Pereira a rematar à baliza numa posição exemplar, mas quando os remates saiam bem, saiam à figura. Rio-me muito com JJ. A dizer que tem um dos melhores guarda-redes do mundo. Rio-me muito a ver os benfiquistas a encherem o Rui Patrício de elogios. Quando Iker Casillas defendeu tantas grandes penalidades como ele. Enfim, já lá vamos.

Com tanto que o FC Porto mudou na segunda parte, seria mais que suficiente para vermos a equipa azul e branca a comparecer na final de sábado. Mas, mais uma vez, a sorte não quis nada connosco. Mais uma vez um grande teve de perder tempo, estrategicamente, segundo o próprio treinador dos leões. Até que o coração começa a acelerar e as grandes penalidades estão aí…



A (in)competência de Brahimi

Sérgio Conceição falou na flash e disse algo interessante: “Ao contrário do que as pessoas pensam, as grandes penalidades não são uma lotaria. Nós trabalhamos a grandes penalidades e o Sporting foi mais competente que nós.”

A verdade nua e crua. Nós não conseguimos ser competentes. Ver Iker Casillas segurar-nos por dois penaltis seguidos e depois, nas mão de Brahimi, acabarmos com a bola no poste, é sensivelmente o pior sentimento que pode haver…

Um jogador que já nos salvou, tem vindo a crescer e bateu o penalti com uma confiança demasiado grande. Na opinião deste simples portista, a cara de Brahimi mostrava calma e confiança. A (in)competência desta confiança fez com que, mais uma vez, a Taça da Liga não viesse para os lados do Dragão. Caímos, mas sabemos que somos melhores. No entanto, já são três clássicos e mais dois a caminho com o Sporting. Quando é que venceremos?

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