Depois de deixar o Alverca dependurado enquanto seu presidente no ano de 2001 à espera de receber a massa da transferência de Mantorras assentou arraiais com armas e bagagens no clube da treta a convite de Manuel Vilarinho mas nem por isso desistiu de continuar a sua atividade na Construção Civil, Hotelaria e Turismo onde só tem acumulado prejuízos.

Por exemplo uma empresa fundada por Eduardo Rodrigues e Luís Filipe Vieira em 1986 criou uma “holding” que segundo o jornal Expresso é agora um “somatório de dívidas”. A Obriverca SGPS tem 392M€ em dívida, segundo a lista publicada pelo administrador dos credores.

Construtora Fundada por Luis Filipe VieiraO semanário adianta que a empresa vai avançar para liquidação, sendo que o processo poderá demorar entre três a quatro meses, de acordo com o a administrador de insolvência, Jorge Calvete. O mesmo responsável admite a possibilidade dos credores – como a Caixa Geral de Depósitos (CGD) ou a Parvalorem – incorrerem em perdas face ao momento global de créditos reclamados. No caso das duas empresas públicas poderão ter a receber mais de 72M€.



Na lista de credores, o topo da tabela é ocupado pelo Novo Banco 169,9M€, em segundo lugar surge a CGD 60M€ e, em terceiro, Eduardo Rodrigues com 52M€ (devido a suprimentos que o próprio fez como acionista).

Lista dos principais credores

Informação do Expresso em agosto de 2017

  1. Novo Banco, via ex-BES: 169,9 milhões
  2. CGD: 60 milhões
  3. Eduardo Rodrigues: 52 milhões
  4. BCP: 33 milhões
  5. ex-Banif: 24,7 milhões (informação do Expresso em junho 2015)
  6. Estado, via Parvalorem: 12,6 milhões

TOTAL: 392 milhões

Vieira deve a quase todos os grandes bancos nacionais. CGD, NB, BCP, Banif. Salvou-se o BPI que não se meteu em negócios com a construtora. Já é pública a lista de maiores devedores do Banif e do BES. No entanto a CGD recusa-se a divulgar a listagem. Haverá mais outras dívidas? Será por causa disto que a CGD precisa de cobrar comissões aos reformados?

Empurrar as dívidas com a barriga para a frente parece ser a tática usada. Vejamos mais abaixo como se consegue uma “reestruturação” (eufemismo que significa enviar uma dívida para o teto) com a criação de uma empresa paralela que assume os prejuízos da Promovalor.

Brinde com Luís Filipe Vieira na abertura do Sheraton

Há poucos dias Luís Filipe Vieira ganhou mais cinco anos para liquidar a dívida de quase 400M€ que tinha com o antigo Banco Espírito Santo e que passou para o Novo Banco, avança o mesmo semanário. A maior parte da dívida diz respeito à Promovalor, empresa gerida pelo filho do presidente do Benfica, Tiago Vieira que em conjunto com o vice-presidente do clube, Nuno Gaioso Ribeiro, criaram um fundo gestor de capital de risco – o Fundo de Investimento Alternativo Especializado, FIAE – que recebeu do Novo Banco a missão de rentabilizar os melhores ativos da empresa durante cinco anos, diz o jornal. Ora, o FIAE é gerido pela Capital Criativo, uma empresa fundada precisamente por Nuno Gaioso Ribeiro e da qual Tiago Vieira é acionista. É o que se chama “tirar a dívida de um bolso e meter no outro”.

Se as dívidas das suas empresas nunca mais vão ser pagas, as do Clube + Sad são complicadas. Quando pegou no Benfica falido de Vilarinho o Passivo ia em 82M€. Segundo o último RC anual (2016/2017) o passivo consolidado do Clube + SAD do Benfica é de 438M€ dos quais 280M€ é Passivo Financeiro.



Recentemente a “instituição” ganhou mais um lugar de destaque na imprensa internacional. O relatório ‘The European Club Footballing Landscape’, divulgado pela UEFA, mostra que o Benfica era, em 2015, o clube europeu com o segundo maior passivo. De acordo com o documento, as águias tinham uma dívida líquida de 336 milhões de euros. De acordo com os dados do organismo que manda no futebol europeu, o passivo do Benfica naquele ano representava 3,3 vezes as receitas anuais da SAD no mesmo período e 130 por cento dos ativos. O que quer dizer que mesmo que nos próximos 3 anos juntassem as receitas todas para liquidar as dívidas levavam 3 anos e 1 trimestre para o conseguir! Isto sem contar com aquelas que entretanto se acumulavam.

Claro que outro órgão da treta, A BOLHA, do freteiro Delgado, escondeu estes dados dos seus leitores e revela apenas os valores dos Proveitos com as vendas de Ederson, Lindelof, Semedo e Mitroglou. Esqueceram-se de dizer que transformou o Seixal numa fábrica de chouriços e anda por esse Mundo fora a despachar as suas pérolas.

Freteiro Delgado

Luís Filipe Vieira também foi constituído arguido no caso de burla ao BPN, enquanto empresário, por suspeitas de burla agravada. O inquérito teve início em 2009, depois do banco ter feito uma denúncia contra os encarnados por terem recebido um crédito com um valor elevado de forma fraudulenta por outra sociedade. O BPN dizia-se lesado num crédito nunca pago, cujo valor chegou a atingir os 17,4 milhões de euros, diz o Jornal de Notícias.

Enquanto isso uma extensa teia de cartilheiros sem vergonha afadiga-se a “apagar tudo” enganando os sócios do clube da treta que “não sabem da missa a metade”.

Teia de Corrupção Lampiona

Teia de Corrupção Lampiona

Até à próxima dívida

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