Rui, Rui e Rui. Você não aprende. Depois da descompostura a que foi alvo da minha parte, parece que gostou tanto de ter uma crónica, aqui no Crónicas da Bola, que decidiu lançar mais uma teoria da conspiração. Não chegava a lição dada, era preciso mais, e você não perdeu tempo! Estou impressionado! E desta vez foi mesmo ao baú, tirar o pó, comê-lo e cuspir esse imbróglio todo de balelas. Você é sem dúvida muito lúdrico.

Rui Gomes da Silva brinda-nos no seu Facebook com mais uma anedota para dois ou três dias. “O Apito Dourado voltou!” Amigo, isso, já nós, portistas, tínhamos percebido ao tempo! Mas desta vez, deram-lhe o nome de “O Polvo”. Sabe por acaso quantos penáltis, golos anulados, foras de jogo decisivos mal tirados, vermelhos por mostrar,…foram tirados à equipa do FC Porto? Não sabe. Sabe porquê? Porque é um beócio.

Tirei algum tempo e decidi falar-lhe do Apito Dourado: 2003/2004, época onde nas meias-finais da Taça de Portugal, Luís Filipe Vieira foi apanhado a escolher o árbitro para o jogo entre o Benfica e o Belenenses que acabaria em 3-1 para a equipa dos civilizados. Nessa conversa ao telefone com Valentim Loureiro, Luís Filipe Vieira estava visivelmente irritado. E acabaria por recusar 3 internacionais até chegar ao consenso de João Ferreira. Mas mais! Sabe como é que o Apito Dourado começou? 1 de Outubro de 2000. Quando Rui Mendes, jovem árbitro, deslocou-se prontamente a Campo Maior para arbitrar o Campomaiorense – União de Leiria, encontrando-se com um vogal do Conselho de Arbitragem da FPF, Nemésio de Castro. Este senhor decidiu pegar na fruta toda a dispor e dizer que seria importante o Campomaiorense ganhar o jogo. Houve empate. Numa boa arbitragem, que acabou com nota altamente negativa pelo observador. Revoltado o que é que o Rui Mendes fez? Escreveu uma carta a Valentim Loureiro. 6 Meses sem resposta, quase que dava para ser pai, foi chamado pelo, na altura, vice-presidente da Câmara de Gondomar, José Luís Oliveira, para uma reunião com Valentim Loureiro. Nesta reunião foi “aconselhado”, de forma que quem não segue os conselhos acaba na 2ª divisão, a arbitrar um jogo do Gondomar na Trofa, que estava desesperado para subir à 1ª nacional. Acontece que Rui Mendes, menino bem-mandado, foi arbitrar esse jogo, contactando posteriormente Pimenta Machado que o aconselhou a denunciar o caso à polícia. E assim começou o Apito Dourado.

Ainda acordado? Muito bem, eu sei que as imagens acima ajudam. Agora tenho mais uma pequena notícia, ou uma séria de frases verídicas, para proferir. Lembra-se de Marco Ferreira? Eu vou avivar-lhe a memória. Despromovido ao segundo escalão de arbitragem depois de, na época 2014/2015, ter apitado a final da Taça de Portugal. Sendo, nessa época, o número 1 em termos de classificações de árbitros. Como é que isto é possível? Bem, o presidente do C.A. (Vítor Pereira), em semanas que o árbitro iria arbitrar o Benfica, telefonava a dizer: “Tem cuidado, o jogo tem de correr bem.” O que, curiosamente (ou não), só acontecia antes de jogos do Benfica. O curioso é que não era só a ele, mas também a muitos companheiros!

Senhor Rui, não acha que já chega de ser um jerico? É que começa a ser depressivo e a cheirar mal o seu medo do FC Porto. Já sabemos que nunca teve a oportunidade de festejar um TETRA-CAMPEONATO, escrevo-lhe com letras grandes porque é assim que tenho num cachecol cá em casa do FC Porto, mas não vai ser este ano? Sabe porquê? Porque limitados como o senhor, vão continuar a dizer “joguem à bola” e “só os burros falam de arbitragem” enquanto forem à frente por 5 ou 6 pontos. Mas quando SÓ DEPENDE DO FC PORTO ser campeão, aí começa a cheirar mal. Sente-se o fedor que provém desse amedrontamento causado pelo único grande de Portugal. Rui Gomes da Silva, tento na língua, se não um dia alguém vai-lhe pôr pimenta e da grossa.

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