Canais Pay-per-Use são o futuro?

Está aberta a discussão. Hoje, o futebol é um negócio, quase e só apenas isso, mas há uma solução. Muitos de nós não podemos ir assim tantas vezes ao estádio, por isso resta a opção de ver na TV. Para isso, tem de subscrever SportTV, Eleven Sports e ainda BenficaTV. Um roubo, uma parvoíce, uma falta de visão de negócio. O futuro são canais pay-per-use.

Será que sim? Eu defendo que sim. Canais pay-per-use são, na minha definição, canais independentes de operadoras que cobram por uso e não por mensalidades. O uso seria, literalmente, por evento desportivo. Afinal, é a única razão pela qual a maioria do ser comum abre qualquer canal desportivo (seja jogo de futebol, partida ténis, etapa de um corrida, etc).

Canais pay-per-use são o futuro?

Imagine que hoje há um clássico Benfica-Porto (jogo transmitido na Benfica TV) e daqui a três dias o FC Porto joga para a liga dos Campeões (jogo transmitido na Eleven Sports). A utopia disto, repare que não digo ser gratuito, seria abrir o site da Benfica TV e adquirir direitos para assistir ao jogo online, assim como fazer o mesmo na Eleven Sports.

Os valores teriam de ser menores que o total da subscrição mensal. A um preço acessível, com o mínimo de entraves a assistir o jogo e ainda com grande qualidade, aposto consigo que a pirataria começava a cair.

Isto acontece com a Netflix, por meia dúzia de coroas muitas pessoas já se aperceberam que não vale a pena usar pirataria. Claro que, são “meia dúzia de coroas” e não um roubo como é isto de assistir futebol na TV. Recorde-se que, por exemplo, a HBO custa 4,99€ por mês e a Netflix são 7,99€.

Para quem assiste todos os jogos, compensaria muito provavelmente a subscrição mensal. Contudo, para quem apenas assiste aos jogos do clube ou clássicos, o método de pay-per-use seria certamente o mais escolhido.

Para as marcas isto seria mau?

Seria muito melhor! Muitas pessoas não assistem hoje aos jogos ou usam pirataria por as alternativas serem legais e pouco práticas. As marcas ganhariam clientes, poderiam fazer jogadas de marketing oferecendo direitos para um ou dois jogos, ou mesmo vender pacotes de jogos. Um mar de oportunidades que não são aproveitadas.

Todos os canais estão presos a um modelo de negócios tradicional que está a morrer, enquanto vê o conteúdo on demand crescer. A Eleven Sports já inovou um pouco com o facto do seu canal online ser independente de operadoras, mas há que fazer mais! Há que fazer mais pela inovação e, fundamentalmente, pelo futebol e os seus adeptos.

Convido a quem concordar comigo a partilhar ao máximo esta ideia, para vermos se chega a alguém com capacidade decisiva num canal desportivo. Se tiver uma opinião acerca desta visão, deixe nos comentários, é sempre bom conhecer pontos de vista diferentes ou, até mesmo, que apoiem esta visão.

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