FC Porto desmanchou os Guerreiros, faltam os Romanos

Este FC Porto começou da melhor forma possível uma semana decisiva para a sua temporada. No Dragão, o Campeão Nacional mostrou novamente quem manda, resolvendo praticamente uma meia-final teoricamente muito complicada contra o sempre competitivo Sporting de Braga.

Com a carne toda no assador, Sérgio Conceição não caiu na tentação de fazer rodar muitos jogadores para estes poderem descansar para o jogo contra o Benfica. Os únicos titulares indiscutíveis que não começaram foi Casillas, por ser um jogo de taça, Danilo, que ainda não estaria a 100%, e Éder Militão, por questões de indisciplina do jogador.

FC Porto voltou a jogar a um grande nível

Os primeiros 45 minutos de jogo desta meia-final contra o Braga foi de um autêntico domínio portista, sendo que os bracarenses apenas conseguiram pegar no jogo por um período nunca superior a 5 minutos.

O primeiro lance decisivo do encontro surgiu a cerca de 10 minutos do intervalo. Isto porque o guarda-redes Marafona esqueceu-se que estava a jogar futebol e deu um autêntico “super-man punch”, na cara de Herrera, que caiu desemparado na grande área, como se tivesse sido atingido por um camião.

Com a responsabilidade de bater a grande penalidade, Alex Telles demonstrou uma enorme tranquilidade na conversão, rematando rasteiro para o meio da baliza (tal como mandam as regras). Chegava assim o FC Porto em vantagem ao intervalo, surgindo dos balneários com uma surpresa na equipa: Conceição tirou o Fernando e chamou Soares.

Conceição tira mais dois coelhos da cartola

Esta substituição acabou por se revelar muito acertada, visto que foi no talento de Soares que o FC Porto marcou o segundo golo, quinze minutos após a sua entrada, dando uma maior tranquilidade à equipa e aos seus adeptos.

Otávio viu o brasileiro a desmarcar-se na grande área, cruzou, a bola ainda foi desviada por um dos centrais do Braga e lá acabou por chegar ao seu destinatário. Soares teve que improvisar após o desvio e com uma grande receção orientada com o joelho, parou a bola e concluiu com a parte exterior do seu pé direito, não dando quaisquer hipóteses a Marafona.

Contudo, o momento da noite ainda estava para chegar. Dez minutos após entrar em jogo, e já em tempo de compensação, Brahimi não quis ficar atrás de Soares provou que ainda é um dos jogadores mais talentosos do nosso Campeonato. Também com uma excelente receção, após um cruzamento de ponta a ponta de Óliver Torres, Brahimi tirou as medidas à baliza e com um remate em arco, à entrada da área, acertou “onde mora a coruja”, assegurando praticamente a chegada do FC Porto à final da Taça de Portugal.

Com esta vitória natural contra os Guerreiros do Minho, daqui a uma semana o FC Porto, outra vez no reino do Dragão, terá a oportunidade de desmanchar os romanos e carimbar a bonita chegada aos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Com esta força e talento, o segredo para a conquista está encontrado.

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