Crónica FC Porto vs CD. Nacional Madeira

Não pela obsessão na 18ª vitória consecutiva e consequente igualar do registo de maior série de vitórias consecutivas de um clube no futebol português (pertencente ao Benfica de Jorge Jesus na época 2010/2011). Mas antes pela vontade de conquistar mais 3 pontos, como em todo e qualquer jogo que disputam consequência de vestirem a camisola e ostentarem o símbolo de um clube com ADN ganhador e habituado a vencer, os comandos de Sérgio Conceição jogaram em casa o seu primeiro jogo neste ano civil.

Neste jogo defrontaram o Nacional da Madeira de Costinha, naquele que também foi um regresso, por certo especial, ao Dragão daquele que outrora foi lá ministro.

FC Porto vs CD. Nacional Madeira

Agora quem governa é Conceição, que fez alinhar de início a mesma equipa que tinha defrontado o Desportivo das Aves. Exceção feita à entrada de Mbemba, naquela que seria a sua segunda aparição – primeira como titular – no campeonato (depois de ter sido suplente utilizado no jogo na Madeira frente ao Marítimo), por troca com Felipe, que foi suspenso devido a ter visto o 5º amarelo na última partida. Apesar de Mbemba não ter feito uma exibição de encher o olho, o melhor elogio que se lhe pode dar é o facto de não se ter dado pela falta do “Xerife”.

Desde cedo se percebeu que não ia ser um jogo apenas para cumprir calendário. Os madeirenses, que são a equipa que marca mais golos como visitantes, mostraram que não vieram ao continente apenas viajar, pressionando alto e querendo disputar o jogo com o FC Porto jogando olhos nos olhos. É certo que não criaram oportunidades claras de golo, mas também não permitiram que os azuis e brancos jogassem como tanto gostam, condicionando desde logo a saída de bola e evitando aproximações à sua baliza.

Foi num lance algo fortuito após Marega, qual jogador de râguebi, ter sido como que placado (não há muito mais maneiras de o travar…) e a bola ter sobrado para Maxi Pereira – e o árbitro bem a ter deixado prosseguir a jogada – que com discernimento conseguiu encontrar Brahimi que, na cara de Daniel Guimarães, inaugurou o marcador.

O guardião brasileiro da equipa insular, que antes tinha impedido o golo de Marega, viria a sair algo tocado do lance do golo e teria mesmo que ser substituído na baliza pelo seu compatriota Lucas França.

Contudo, volvidos apenas 2 minutos após a sua entrada o Nacional sofria o segundo desta feita após um lance de génio de Corona (que depois de Casillas no último encontro, também ele hoje alcançou o magnífico registo de 100 jogos pelos Dragões). Este, após ter tido uma excelente receção de bola, bailou em frente ao seu oponente e na linha de fundo tirou um cruzamento, com régua e esquadro, para a pequena área onde apareceu Soares a responder afirmativamente e endereçando a bola para o fundo das redes.

O Nacional não baixou os braços e sinal disso foi o facto de logo no minuto seguinte ter chegado ao golo pelo seu melhor marcador, Bryan Róchez, numa jogada de insistência. Após o descanso e apesar de nova contrariedade para Costinha (o central Lazar Rosic também teve que ser substituido por lesão) que ficou assim privado de duas substituições que poderiam trazer algo mais à sua equipa, os seus pupilos nunca desistiram e mantiveram a equipa da casa alerta mesmo depois de Brahimi ter bisado e feito o 3-1 novamente a passe de “Tecatico” que também visou, mas no capítulo das assistências.

Até ao fim de salientar ainda a estreia de Fernando Andrade, primeiro e único reforço até ao momento, com a camisola azul e branca.

Assim sendo os Dragões com esta vitória conseguem matar dois coelhos numa cajadada só (espero que ninguém do PAN leia isto), não só igualam o recorde acima mencionado como garantem que, aconteça o que acontecer na visita a Alvalade (podem até mesmo perder), irão terminar a primeira volta do campeonato no lugar que todos almejam e onde quererão estar também no fim da segunda volta.

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