Crónica pós-jogo: FC Porto vs Marítimo

Em jogo da 26ª jornada da Liga NOS, e num jogo atribulado com VARios casos e recordes quebrados, o FC Porto recebeu e bateu o Maritimo.

Os portistas, que repetiram o último onze, tinham que entrar forte na partida para marcar o mais cedo possivel e garantir a vitória isolando-se no topo da tabela classificativa e atirar a pressão para Moreira de Cónegos. Já os madeirenses, que vinham de uma boa vitória caseira ante a equipa sensação do Moreirense, abordariam o jogo com uma estratégia que lhes permitisse ir adiando o golo opositor e quiça levar algum ponto desta viagem ao continente.

Estratégia essa que caiu por água abaixo logo ao minuto 8 da partida aquando da expulsão (e após análise do videoárbitro) de Lucas depois deste ter derrubado Marega que ia disparado e isolado em direção á baliza maritimista.

Os verde-rubros ficariam assim com a tarefa mais complicada e os azuis e brancos, ao contrário do que poderia parecer na teoria, na prática também viram a sua missão mais dificultada. Apartir desse momento a equipa visitante reorganizou-se, baixando no terreno e estando mais próxima e unida e com um só foco: defender.

Apesar da avalanche ofensiva dos Dragões, estes não conseguiram materializar as oportunidades criadas em golo quer á custa da falta de eficácia quer por culpa de Charles que ia adiando o inevitável.

Ainda assim os comandados de Sérgio Conceição poderiam e deveriam ter feito mais (apesar do oponente se limitar á defesa) pois foram algo lentos e previsiveis na primeira parte.

Concluindo isso mesmo e/ou também por Pepe já ter um amarelo, Conceição optou por deixar o central no balneário fazendo entrar Manafá para a segunda parte e passando Militão para o eixo defensivo.

Ao contrário de um jogo de ténis em que é bola cá bola lá, e se há coisa que este jogo teve foi coerência. Se na primeira parte só houve o sentido da baliza norte, na segunda (e com a mudança de campo) o sentido foi diretamente proporcional para a baliza sul, ou seja, em ambas com sentido único para a baliza do Maritimo.

E com apenas uma alteração (que na prática foram duas) o FC Porto passou a ter mais velocidade nas alas, ganhando profundidade e mudando também a dinâmica da equipa criando variadissimas situações de finalização.

Foi ao minuto 57 e de grande penalidade que os da casa conseguiram desfeitear a baliza maritimista, depois de um defesa insular ter o braço no stitio errado e á hora errada impedido a bola de ir para o fundo das redes.

Alex Telles, brasileiro que se poderá estrear na seleção canarinha em pleno estádio do Dragão no próximo dia 23 de Março, encarregou-se de converter com sucesso a penalidade.

Golo esse que funcionou como uma espécie de abre-latas pois as oportunidades foram-se sucedendo e passados 15min seria o seu compatriota Militão a aumentar a vantagem. Que diferença ver este jogador, que na próxima época reforçará os merengues, na zona central em detrimento da ala.

Os minutos iam passando e os jogadores orientados por Petit cada vez menos conseguiam suster os Dragões e impedir o avolumar do resultado.

Nem mesmo com a “tática” usada algumas vezes pelos jogadores maritimistas que se deixavam cair tentando que o tempo passasse, coisa que outrora era dificil de ver no seu treinador enquanto jogador.

O terceiro golo acabaria mesmo por aparecer, aos 88min, depois de uma bela jogada de Corona e de um passe a desmarcar Brahimi que numa jogada típica do argelino recebe descaído para a esquerda (á entrada da área) puxa a bola para dentro e com o pé direito e na cara do oponente atira cruzado e rasteiro na direção do poste mais distante.

E fosse pela boa exibição de Charles (o melhor dos insulares e que impediu um resultado mais dilatado), fosse pelas bolas que embateram nos ferros ou pelos golos (2!?) anulados a Danilo mais ficaram por marcar e o Maritimo podia mesmo sair do Dragão com um resultado ainda mais pesado.

Ainda assim conseguiram fazer algo inédito e nunca antes visto num jogo do campeonato, terminar os 90 minutos de jogo sem qualquer remate efetuado, dando assim uma noite santa a San Iker como este nunca deve ter tido.

MVP: Corona

O mexicano a cada jogo espalha mais magia em campo e dá mais gosto ver jogar, estando a afetuar a sua melhor época em termos de regularidade e a nivel exibicional desde que ingressou nos campeões nacionais na época 2015/16. E neste jogo não foi diferente com as suas diagonais e os duelos no um contra um em que ajudou a desequilibrar e na criação de oportunidades de golo para a sua equipa.

Tecatito, em termos estatisticos, conseguiu mesmo o máximo de passes para finalização (10) e contribuiu para o máximo de remates de uma equipa (32), com o máximo de 25 dentro de área, que alguma vez alguma equipa obteve numa só partida esta época.

[Total: 1    Average: 5/5]