Crónica pós-jogo: C.D. Feirense vs FC Porto

Depois de a meio da semana os azuis e brancos terem conseguido a remontada, por 3-1, no jogo dos oitavos de final da Liga dos Campeões contra a AS. Roma (depois de virem com uma desvantagem de 1-2 de Itália na 1ª mão), voltavam agora às provas internas. Assim, deslocaram-se a casa do lanterna vermelha do campeonato com o objetivo de recuperar o 1º lugar.

E se estes jogos pós competições europeias costumam ser difíceis não, só pelo cansaço acumulado, mas também devido aos níveis de concentração, o facto de os Dragões terem vindo de um jogo exigente em casa contra o rival de Lisboa e este contra os romanos em que tiveram de jogar 120 minutos (sempre a uma grande intensidade), tornava este jogo ainda mais difícil e ao mesmo tempo importante.

Feirense vs FC. Porto | Começou mal

A juntar a tudo isto, o facto de os fogaceiros terem 10 finais para evitar a descida de divisão, o jogo em Santa Maria da Feira não podia ter começado pior para os da cidade Invicta pois entraram praticamente a perder na partida. Logo aos 4min o desportivo local, e após uma entrada forte, adiantou-se mesmo no marcador com a colaboração do zagueiro Felipe que introduziu involuntariamente a bola na sua baliza, traindo Casillas.

Como seria de esperar os Dragões reagiram e foram atrás do prejuízo. E 13min depois, num pontapé de canto cobrado por Corona, Danilo num potente cabeceamento (que mais parecia um remate com o pé) atirou para o fundo das redes do impotente Caio Secco que nada podia fazer. Mas os portistas não se ficaram por aqui, pois ainda não tinham satisfeito os seus intentos, e continuaram atrás do golo que lhes desse a vantagem.

Contudo, este Feirense, que quem não soubesse a posição da tabela classificativa não diria que está em último, não se rendeu e bateu-se bem enquanto pode e com todas as armas que tinha. E cada vez mais, a cada jogo que passa e a cada adversário, verifico e comprovo a minha ideia que grande parte das equipas se parece guardar para os jogos frente ao campeão nacional onde dão tudo o que têm como se fosse o último jogo das suas vidas!

Caso do Feirense

Veja-se este caso em concreto e por ser o mais recente em que a turma feirense perdeu por 4-0 ante um adversário mais acessível na última jornada (Belenenses) e estava agora a bater-se com unhas e dentes.

Se assim fosse noutros jogos certamente não estariam nesta posição nem bateriam um recorde com 34 anos e que nenhuma equipa quer atingir, o de 23 jogos consecutivos sem conhecer o sabor da vitória.

Opções de Sérgio Conceição

E se como já aqui referi esta equipa do Porto devido á sobrecarga de jogos pareceu algo cansada física e mentalmente, começaram a faltar soluções e a haver falta de critério como se de um apagão se tratasse.

Mais se notou porque Conceição apostou no mesmo 11 que defrontou a Roma e que segundo ele terá sido para responsabilizar os jogadores, pois quem joga um jogo da exigência da champions também o tem de fazer com a mesma concentração e compromisso num do campeonato mesmo que contra o último classificado, pois todos os jogos são importantes.

O apagão físico (no estádio entenda-se) aconteceu mesmo, decorria o minuto 20, e com isso mais uma quebra em nada benéfica para ambas as equipas. Ainda assim, e após isso, o FC Porto chegaria mesmo ao golo da reviravolta, por intermédio de Pepe, depois de a bola ter sobrado para um aglomerado de jogadores na zona da pequena área na sequência de outro lance de bola parada.

Feirense vs FC. Porto | 2º Parte

Após o intervalo a toada manteve-se com os Dragões a controlar o jogo e á procura do golo da tranquilidade, mas sem grandes chances de concretizar. Já aos 70 minutos de jogo Conceição fez descansar o sempre esforçado e preponderante Marega (que veio de uma paragem e fez dois jogos exigentes a um nível elevado) e entrar para o seu lugar o fantasista e imprevisível Brahimi, que entrou bem e teve o condão de mexer com o jogo.

No entanto e apesar das tentativas os azuis (que equiparam de cinzento) não mais conseguiram dilatar o marcador, ficando com um resultado perigoso até final (pois num qualquer lance casual poderiam sofrer golo) e mantendo os da casa sempre vivos e na esperança de obter um qualquer ponto que funcionaria como balão de oxigénio na luta pela manutenção.

O que não se veio a verificar apesar de uma última tentativa de remate já perto do terminus do jogo e que passou a rasar o poste da baliza de Casillas.

O FC Porto ultrapassa assim mais um adversário e recupera a liderança da competição (ainda que de forma provisória) e tem agora 9 finais pela frente para reconquistar o campeonato, passando agora a batata quente ao seu arqui-rival.

MVP: Pepe

O experiente central de 36 anos, e numa altura em que muitos questionam a sua inclusão no 11, não só fez o golo (o seu segundo neste seu regresso á cidade invicta) da reviravolta e consequentemente da vitória, como ainda foi preponderante a estancar algumas das tentativas dos fogaceiros na obtenção do empate ajudando a que o resultado se mantivesse inalterado até final.

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