Um mundo sem Óliver é um FC Porto sem vitória

Esta é a a triste crónica da derrota na Luz. O dia começou de forma agradável. O ar fresco dos montes do Gerês trazia-me confiança para a tarde que se seguia. A alegria e emoção de recordar as 3256 vitórias na casa do rival nos últimos 10 anos era o que me fazia sentir no esplendor da alegria e felicidade.

Enchiam-me o peito de confiança e deixavam-me eternamente grato ao Sérgio e até a todos os outros que pelo FCP passaram e deixaram a equipa toupeiras de rastos no próprio recinto. No entanto, o jogo começou e o meu sentimento de confiança nervosa mas com expectativas exuberantes, tornou-se num sentimento de angústia e desespero. Vamos lá aos factos…

Os 15min que não chegaram

A primeira parte teve 2 partes. Os primeiros 15min de um FCP demolidor e pronto a matar a toupeira com uma ou duas marteladas bem cedo. No entanto, o critério usada para definição de jogadas no último terço foi de autêntico lamaçal. Sem conseguir concretizar uma única jogada de perigo. O máximo conseguido foi o remate de Soares a malha lateral.

No entanto, já depois do Benfica ter subido no terreno e começado a dominar, não houve nada. Nem para um lado, nem para outro. O pior? Víamos um FCP perdido a meio campo, sem critério de passe e com um défice de inteligência acima do nível Herrera. Por falar nisso, ele está de volta! Sim, porque o que aconteceu a época passada foi a exceção da regra. O que pedia o jogo? Óliver. Mas…intervalo. E podia ser que algo melhorasse.

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A segunda foi…pior

Se na primeira entramos a matar na segunda entramos para morrer. A equipa mais corrupta de Portugal e arredores conseguiu impor o seu jogo e não deixava o FC Porto jogar. O campeão nacional via-se num buraca sem fim e numa teia tática sem remédio. Não por mérito de Rui Vitória, autêntico labrego futebolístico, mas por demérito do FCP, equipa que deixou de ser vertical, emocional e objectiva para ser uma equipa Lopetegui.

O jogo chamava por Óliver e pedia a saída urgente de Otávio, Marega e Brahimi. As peças que deviam ter sido mexidas. Mas a primeira, e bem visto, errou depois em quem entrou. Sérgio Conceição, por fetiche ou teimosia, apostou em Sérgio Oliveira. E Óliver continuou na sua rotina de aquecimento. Sem que nada surpreende-se, o golo surge.

E agora? Agora não vamos tirar o Herrera para meter o Óliver… Nem o Marega, nem o Brahimi… Maxi sai para entrar Corona. O Mexicano voltou a provar que é melhor e está melhor que o argelino. Mais objetivo, mais criativo, mais desbloqueador e mais defensivo. No entanto, não chegou. Porque no meio campo o mesmo nível de capacidade mantinha-se. Herrera e Sérgio Oliveira nada davam. Mas o pior estava por vir…

Soares. O sacrificado, e bem, da tarde para a entrada do miúdo que, a meu ver, já devia ter jogado de início ao lado do brasileiro. Sacou o vermelho a Lema. O FC Porto caiu em cima, mas faltava algo. Faltavam bolas ao primeiro toque, teleguiadas e a rasgar. Nota-se falta de alguma coisa. Falta de um ingrediente. Falta de Óliver. Perdemos. E muito se deve a opções do treinador. A mudanças de atitude e da forma de jogar. Mister, em tática que ganha não se mexe. O que fazer agora? Ganhar todos os jogos e deixe-se de mariquices Mister, toca a meter a jogar quem merece! Porque se não o fizer, arrisca-se a matar o FCP… outra vez.

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