Imperou a lei do mais forte | FC Porto vs Belenenses

Tal como o tempo, o FC Porto desta noite esteve bastante cinzento. Contudo, e como acontece na maioria das vezes, a lei do mais forte imperou em pleno Estádio do Dragão.

Sem fazer uma grande exibição, ainda claramente na ressaca da final da Taça da Liga, a equipa portista cumpriu com os serviços mínimos para ultrapassar uma equipa do Belenenses que só baixou o braço após o terceiro golo do FC Porto, a 20 minutos do apito final.

Início a todo o vapor

Com os regressos de Iker Casillas e Soares ao onze portista, o FC Porto apresentou-se nesta noite tão chuvosa com o seu onze mais forte. Sabendo que com uma vitória poderia colocar-se a 10 pontos de vantagem do seu rival Sporting, a equipa de Sérgio Conceição não quis perder tempo.

Logo aos cinco minutos de jogo, e depois de uma recuperação e de uma excelente jogada individual de Corona no flanco, como ele já nos tem habituado, Brahimi, no coração da área, disse sim à assistência do colega e finalizou com classe, ao mesmo tempo que enganou o guarda-redes de Belém.

Éder Militão, vamos ter tantas saudades

Mesmo sem conseguir criar muito jogo, o FC Porto não tinha grandes problemas em controlar a partida, dando sempre a sensação que o Belenenses não tinha argumentos ofensivos para tentar ultrapassar a defesa de betão portista.

Por isso mesmo, e sem grandes problemas, o FC Porto acabou por, à passagem da meia hora de jogo, contar com o seu rei das assistências, Alex Telles, para desbloquear um jogo empastado. O lateral brasileiro ganhou espaço e quase na linha de fundo fez um cruzamento para o coração da área. Por estranho que possa parecer, estava por aqueles lados Éder Militão, o outro lateral, que demonstrou todas as suas qualidades técnicas ao suspender bem alto para fuzilar de cabeça a baliza do Belenenses. Tivemos que ver mais algumas repetições do lance, pois com a velocidade que a bola entrou, qualquer pessoa diria que aquilo tinha sido uma bomba com o pé.

Com a sua saída praticamente anunciada para o Real Madrid no próximo mês de junho, muitos adeptos portistas já nem conseguem esconder as saudades que vão sentir do centralão que é Militão. A passagem acabou por ser curta no Dragão.

Nos próximos jogos é preciso muito mais

Finalmente, à passagem dos 70 minutos de jogo, e numa altura em que a posse de bola indicava que o Belenenses era dono desta, com 56%, algo muito pouco visto no Estádio do Dragão nos últimos dois anos com Conceição, o FC Porto conseguiu matar o jogo com uma boa conclusão de Soares a um outro bom cruzamento, desta vez realizado por Óliver Torres, que colocou a bolinha onde Soares apareceu completamente à vontade para cabecear para a baliza.

Apesar da vitória confortável, e que realmente nunca esteve em dúvida, o FC Porto não poderá contar com a lei do mais forte nos próximos jogos, pois pode correr o risco de isso não ser suficiente, basta recordarmos a final da Taça da Liga. Com vários clássicos em perspetiva, e também os oitavos da Liga dos Campeões, o FC Porto vai ter elevar o nível do seu jogo se quiser bater o pé à concorrência mais feroz.

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