Crónica pós-jogo: V. Guimarães SC vs FC Porto

No seguimento da última crónica, em que referi (a propósito da final da Taça da Liga) que nem sempre que se ganha significa que tudo está bem nem sempre que não se ganha tudo está mal, pois bem continua a verificar-se. Esta é a crónica do V. Guimarães SC vs FC Porto.

O Sporting depois de ter vencido o troféu e se ter sagrado “campeão de inverno” (?!), não mais voltou a vencer. A continuar assim não vai mesmo “passar” do inverno. Se no jogo anterior ao empatar em Setúbal viu ser-lhe feito xeque ao campeonato, ontem num jogo crucial para os leões (um gato causava mais danos…) em casa perante o grande rival da segunda circular, não só foi vergado como lhe viu ser feito xeque-mate nas contas do título.

Jogo V. Guimarães SC vs FC Porto

Aparte da pressão de ganhar fruto do resultado do dérbi lisboeta, este já era um jogo de enorme grau de dificuldade para os Dragões nesta sua deslocação à cidade-berço. Não apenas por se tratar de uma equipa com bons jogadores e ser uma das que melhor futebol joga no nosso campeonato, como também por ter imposto a primeira derrota aos azuis e brancos (no seu reduto por 2-3) na primeira volta do campeonato.

Além disso, e extensível a todas as outras equipas, todos querem ganhar ao FC Porto – ao Campeão nacional – e quebrar a longa série de invencibilidade. Foi um FC Porto com o mesmo 11 que tinha alinhado e batido o Belenenses na última jornada que iniciou a partida e que entrou a mandar no jogo.

Primeira parte | V. Guimarães SC vs FC Porto

Logo aos 5´ de jogo Brahimi deixou o aviso com um remate cruzado a sair ao lado da baliza vimaranense. Passados 10 min e depois de um excelente trabalho Soares, que recebeu a bola de costas para a baliza e rodou sobre o seu oponente, disparou um fortíssimo remate que só parou quando esbarrou na barra da baliza à guarda de Renan que nada podia fazer para evitar o golo que não se verificou.

Assim como também não levou as coordenadas exatas o chapéu que Marega, aos 30min, tentou fazer ao guardião brasileiro após o passe a “rasgar” de Soares (grande primeira parte, muito batalhador e criando muitas oportunidades) o ter deixado cara-a-cara com Renan.

Terminaria assim uma primeira parte em que os da casa se preocuparam mais em não deixar jogar e em anular os pontos fortes dos portistas. Exemplo disso foi a equipa escalonada por Luís Castro com 3 homens com características mais defensivas no centro do terreno.

Segunda parte | V. Guimarães SC vs FC Porto

Se no primeiro tempo os dragões dominaram e mereciam ir em vantagem para o balneário, não o conseguindo devido a não terem materializado as inúmeras oportunidades de golo criadas, após o intervalo pouco mudaria.

Apesar de o Vitória manter a toada, o FC Porto aqui ou ali conseguia encontrar espaços e criar situações de perigo. Mais do que isso, se em 3 ou 4 ocasiões Renan se opôs com brilhantismo mantendo a suas redes invioláveis, numa outra foi o defesa a salvar em cima da linha.

Foi já com os Dragões a atacarem com tudo a fortaleza vimaranense (Sérgio Conceição foi “conservador” e colocou em campo todos os avançados disponíveis, tendo inclusive tirado mais tarde Pepe) e com o jogo partido, que os da casa conseguiram criar 2 ou 3 lances em transição, mas sem nunca importunar verdadeiramente a baliza de Casillas.

Apesar de tudo, o nulo viria a manter-se até ao final tendo a partida terminado como começou, 0-0. Um empate com sabor a vitória para o Vitória local, tal foram os festejos efusivos, facto que aliás se vem verificando com todas equipas aquando da conquista de 1 ponto frente aos Dragões.

Quanto ao líder, perdeu assim 2 pontos num jogo em que, mais uma vez, foi superior e em que a haver um vencedor seriam os azuis e brancos. A ver vamos se também não perdeu Marega para os próximos jogos (que seria um grande revés) visto que o maliano saiu com dores a 15min dos 90.

A luta pelo campeonato fica mais intensa, mas mais uma jornada passou e o Campeão Nacional leva 3 pontos de vantagem e continua a depender unicamente de si para revalidar o título.

MVP: Wakaso

Wakaso

Wakaso

O trinco vitoriano, a par de Douglas (em pelo menos 3 intervenções evitou o golo) que também aqui poderia figurar, foi um dos principais responsáveis pelo nulo verificado. Sendo o Vitória uma das equipas menos batidas do campeonato, neste jogo muito se deveu à eficácia das suas ações.

Wakaso foi um autêntico mouro de trabalho e uma barreira quase intransponível para os atacantes do FC Porto tendo sido preponderante com os seus desarmes e recuperações de bola.

Gostou deste artigo? Por favor, compartilhe! E deixe o seu like no nosso Facebook! É muito importante para nós. Além disso, pode também, se desejar receber as crónicas em primeira mão, subscrever a newsletter (não fazemos spam).

[Total: 5    Average: 4.2/5]