Um maestro chamado Óliver na orquestra FC Porto

Penso que veio tarde, mas acabou por chegar a tempo. Sérgio Conceição voltou a ser aquele treinador que olha para a equipa e mete a jogar quem merece. Voltou a ter os neurónios no sítio e percebeu que não haveria outra maneira de apresentar um bom vinho sem ser com a ajuda de Óliver Torres. O jogador mais influente e mais incomodado com o fator suplente que acabou por tornar-se num titular indiscutível mas previsível.

A melhor defesa contra um mar azul de bom futebol

O Feirense vinha empolgado. Com a melhor defesa do campeonato, entrava num Dragão gélido mas pronto para ferir ainda mais os campeões nacionais. Depois da escorregadela dos dois da frente, tínhamos obrigação de marcar e destruir o Feirense. Foi assim que aconteceu. O FC Porto aos 9min já se tinha adiantado com assistência de…Óliver Torres. Mas infelizmente Danilo estava fora de jogo. O VAR estava atento e assertivo. No entanto, também esteve assertivo quando Felipe marcou e anularam o golo. Numa jogada de laboratório, o central mostrou que está apto para os golos.

Embalávamos assim à mercê de Corona e Felipe. Mas Óliver estava lá também. O pequeno 10 do FC Porto mostrou que merece encher o campo. Merece estar no onze. Merece ser titular. A equipa com Óliver é uma equipa que se agiganta. Uma equipa que joga muito. Que tem futebol. Óliver é a sinfonia perfeita da palavra futebol. Brahimi também merece crédito, merece porque apesar de ser o Brahimi que continua a fazer mais uma fintinha mas desta vez partiu a loiça de certa forma. Chutou à trave e jogou. Fim da primeira parte.

A segunda parte foi controlada mas foi preciso Herrera

Entrámos na segunda parte com vontade de continuar na frente e fazer o segundo. Mas aos poucos, com desgaste, o meio campo do Feirense cresceu. Então Sérgio viu que era preciso Herrera em campo. O Mexicano cresce com o pequeno 10 em campo e foi isso que se viu. Entrou bem no jogo, segurou os galões e deixou o Feirense em sentido.

Óliver voltou a estar presente no 2º golo. Recuperou a bola, deixou-a para Soares que decidiu entregar a Marega. O meliano à segunda não perdoou. 2-0 e o primeiro lugar estava à vista. Mas agora acabou, e o Varzim vem ao Dragão na 4f. A Taça da Liga não pode voltar a fugir e é tempo para Óliver descansar. Sim, porque a partir de hoje, nada tira o lugar ao nosso maestro.

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