Hino ao futebol | A grandeza do FC Porto

O que o FC Porto protagonizou nesta noite milionária foi um verdadeiro hino ao futebol. Quando na próxima vez vos perguntarem por que razão gostam de ver “22 gajos a correr atrás de uma bola”, mostrem esta verdadeira obra de arte que misturou competitividade, espetáculo, alegria e suspense do primeiro até ao último minuto.

Se era muito importante o FC Porto conseguir arrecadar os 10,5 milhões que valia esta passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, o facto da equipa de Sérgio Conceição ter feito recordar os portistas das grandes noites europeias do Porto de há alguns anos foi a melhor maneira de esquecer o mau resultado contra o rival no último sábado. E agora, o Porto fica por aqui?

Erro que anulou uma 1ª parte de luxo

Com o regresso de Militão e Soares ao onze inicial, bem como a opção inesperada de deixar Brahimi no banco de suplentes para dar lugar a Otávio, o FC Porto vinha bastante diferente para o jogo decisivo contra a Roma em relação ao jogo contra o Benfica.

A verdade é que os primeiros minutos de jogo mostraram um FC Porto com um grande ímpeto ofensivo, criando boas oportunidades de golo sem dificuldades aparentes. Minuto sim, minuto não, víamos Corona a fazer gato sapato do defesa romano Karsdorp. que com certeza estava no Dragão ao engano. A sua falta de qualidade era gritante!

Aproveitando dessa forma as facilidades no lado esquerdo do ataque, com Corona a perfurar a defensiva romana com o seu talento, não demorou muito tempo para o FC Porto marcar o golo obrigatório nesta 2ª mão e se colocar à frente da eliminatória.

Com uma grande recuperação de Marega, fazendo valer a sua força física, o FC Porto recuperou a bola no meio e campo e, mais uma vez através da iniciativa de Corona, o mexicano entrou pela área dentro e viu Marega a desmarcar-se atrás de si. Com muita calma, o maliano não rematou e passou a Soares para este marcar um dos golos mais fáceis da sua carreira.

Com a vantagem na eliminatória, o FC Porto continuou a dominar por completo o encontro, somando 6 remates contra zero da Roma à passagem dos 30 minutos. Foi por isso completamente contra a corrente do jogo, e num dos primeiros ataques da formação romana, que Militão cometeu um erro infantil fazendo uma falta clara e desnecessária para penalti, dando uma oportunidade clara à Roma de se colocar novamente na frente, sem que merecesse tal sorte.

Tranquilamente, aos 37 minutos Rossi enganou Casillas e empatou o jogo, quando na verdade o FC Porto tinha feito mais do que o suficiente para estar a vencer por dois ou mais golos ao intervalo.

Marega, uma força da natureza

Felizmente, o FC Porto entrou para a segunda metade com apenas um objetivo: pressionar e marcar o quanto antes. Em sete minutos, a equipa somou oportunidades atrás de oportunidades até que, aos 52 minutos, mais uma vez Corona fez o que quis do seu defesa e cruzou para Marega encostar na cara do guarda-redes romano.

Com a eliminatória agora empatada, o FC Porto foi a única equipa que conseguiu criar algum perigo. Por essa razão, quando o árbitro apitou para o final do tempo regulamentar, não havia um portista que não sentisse uma leve sensação de injustiça.

O prolongamento, no entanto, teve uma história um pouco diferente dos 90 minutos. Com a saída de Corona, o FC Porto não teve tanta facilidade para entrar na área romana, ficando assim o jogo mais equilibrado. Enquanto a 1ª parte do prolongamento acabou por ser pouco rica em oportunidades, a verdade é que a Roma fez na segunda metade um último pressing para matar a eliminatória.

Em duas oportunidades seguidas, a menos de 10 minutos dos 120, Dzeko, o melhor jogador romano, teve nos pés a passagem da sua equipa. Enquanto no primeiro lance o bósnio pecou na finalização, no segundo o avançado isolou-se, picou por cima de Casillas e a bola só não entrou graças à rapidez de Pepe que a tirou de cima da linha.

Um pouco como aconteceu com a Roma aos 37 minutos, o FC Porto sacou um penalti contra a corrente do jogo a cinco minutos do final. Após um aviso do VAR, o árbitro foi consultar as imagens e viu um claro agarrão a Fernando Andrade, quando o brasileiro se preparava para finalizar à frente da baliza.

Também como aconteceu com Rossi, Alex Telles não tremeu na marca dos 11 metros, atirando colocado, não dando hipóteses nenhumas a Olsen. Nos minutos restantes, foi o FC Porto que teve mais perto de marcar, mas o marcador não sofreu alterações.

Entre lágrimas, gritos, saltos e muita alegria nas bancadas, esta noite histórica do FC Porto fez-nos recordar como o futebol é belo e que os dias da glória europeia portista podem estar mais próximas do que se possa imaginar. Com Ajax, United e Tottenham também no mesmo barco, não há razões para sonhar com mais noites como esta?

Gostou deste artigo? Por favor, compartilhe! E deixe o seu like no nosso Facebook! É muito importante para nós. Além disso, pode também, se desejar receber as crónicas em primeira mão, subscrever a newsletter (não fazemos spam).

[Total: 2    Average: 5/5]