No Dragão, só manda uma equipa

Depois de três resultados desapontantes fora de portas, o FC Porto voltou a casa e provou novamente que no Dragão só há lugar para um vencedor. O Vitória de Setúbal, apesar da boa réplica, foi a vítima deste Porto faminto de vitórias.

Sérgio Conceição começou a ganhar o jogo antes mesmo do apito inicial, depois de ter finalmente chegado à conclusão que, em jogos do Campeonato Nacional, não faz sentido começar os jogos com praticamente três defesas centrais em Pepe, Felipe e Éder Militão.

Uma surpresa que era necessária

Por essa razão, Sérgio Conceição optou esta noite por deixar Pepe no banco de suplentes e chamar à titularidade o lateral Manafá, trazendo novamente Militão para a zona central da defesa. Com esta alteração, a equipa ganhou necessariamente mais profundidade e capacidade ofensiva pela lateral direita.

Além disso, Brahimi, que está lesionado, deu lugar a Otávio no onze titular, bem como Adrian López, depois do golo decisivo em Roma, também mereceu a aposta do técnico em detrimento de Fernando Andrade.

Com uma clara ordem de marcar o mais rapidamente possível, tirando de uma vez por todas esta pressão extra das últimas duas semanas, o FC Porto começou desde cedo a carregar. Com um Setúbal a precisar de pontos, os sadinos tiveram sempre muito fechados, fazendo com que o Porto tivesse que soar para molhar a sopa e construir a tão desejada vitória.

Alex Telles tem um GPS nas botas?

Foi com naturalidade que há passagem dos primeiros quinze minutos de jogo o FC Porto, num desequilíbrio criado por Soares, conseguiu marcar o seu primeiro golo. Depois de um primeiro remate de Adrian López ter sido cortado pela defesa sadina, Herrera surgiu no sítio certo e finalizou facilmente para o alívio de todos os portistas.

Após o golo, o FC Porto não sentiu a necessidade de puxar muito, controlando o jogo a seu belo prazer e dando sempre a sensação que o segundo golo seria sempre uma questão de tempo.

Essas certezas ficaram ainda mais claras depois de o jogador Bessa, aos 53 minutos de jogo, ter sido expulso por segundo amarelo, após ter simulado uma grande penalidade na área do FC Porto. Com esta vantagem numérica, o FC Porto deu-se ao luxo de avançar um pouco mais no terreno para matar o jogo.

Esse momento chegou aos 65 minutos de jogo pelo suspeito do costume, Alex Telles. Com um GPS moderno e com a capacidade de teleguiar a bola para o sítio onde quer que esta caia, o defesa brasileiro tirou um cruzamento de mais de 20 metros com peso, conta e medida, permitindo que Soares pudesse finalizar com mestria. Este Alex Telles é o rei das assistências no Campeonato nacional por algum motivo é.

Com esta vitória natural do FC Porto, a equipa de Sérgio Conceição sabe que vai passar pelo menos mais 7 dias na liderança, dando necessariamente um conforto maior a todos os jogadores. Resta agora perceber se a decisão de ter Pepe no banco vai continuar nos próximos jogos ou se contra a Roma a história vai ser diferente. Vale a pena relembrar Sérgio Conceição, não há que ter medo contra a Roma, pois no Dragão só um é que manda!

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