O míssil que atingiu a Luz | Herrera, the Hero

Bem, a Síria que me desculpa, mas o míssil que atingiu a Luz foi sem dúvida muito pior! Que bomba! Num jogo onde estrategicamente aguentamos a primeira parte e estrangulamos na segunda, fomos melhores. Fomos muito melhores. Quisemos ganhar. Sérgio Conceição quis ganhar, a equipa quis ganhar e El Capitan quis ganhar. Agora só há uma paragem possível: Aliados!

O míssil fabricado

Durante a primeira parte, vimos uns 10-15min iniciais do FC Porto onde houve uma boa pressão e um domínio, mesmo que pouco. Serenos e sem grande preocupações, iam jogando como peixes na água. Mas engasgaram e foram recuando, espectando o que poderia vir a ser feito pela equipa das toupeiras. Nós, portistas de gema, não estamos habituados a isso. Sendo assim, sofremos e de que maneira. Porque ao cair do pano, apareceu o herói do costume: Iker Casillas. Seja ao pequeno almoço, ao almoço, ao lanche ou ao jantar. Iker não vive se não for protagonista nos clássicos. Cheio de ambição, cheio de protagonismo, Iker soube muito bem segurar a equipa. Foi assim que o míssil começou a ser fabricado.

O intervalo chegou e eu imaginei a conversa de Sérgio Conceição no balneário. “Pessoal, eles pensam que estamos encolhidos, sufocados e que vamos continuar assim. Eles pensam que estão por cima e que nós não aguentamos mais o ritmo. Vamos lá para dentro agora e vamos mostrar o que é ser Porto! Vamos puxar dos galões, mudar para o nosso plano B e desfazer o Benfica em pedaços. Eles não vão contar connosco assim e vão recuar. É aí que vamos aproveitar e vamos vencer o jogo!”

Uma segunda parte de crença, garra e raça

Se não houvesse Herrera, saíamos do clube das Toupeiras com a crença que seriamos na mesma campeões. Depois daquela segunda parte, não esperaríamos outra coisa. Fomos estrategicamente superiores e quisemos muito mais ganhar do que eles. A partir do momento em que vimos Rui Vitória tirar o melhor jogador em campo do Benfica para meter Samaris, percebemos que a lenha ia começar a cair. E começou. Sem amarelos à vista, Samaris podia ter acabado na rua. Mas o que seria um Benfica vs FC Porto sem o FC Porto ser roubado?

Foi aí que a garra, raça e crença começaram. O míssil estava pronto e a qualquer momento seria lançado para congelar a luz. Do México para Lisboa, o botão foi acionado. A bola sobra, o ressalto pára em Herrera que…aqui, o mundo pára. Os segundos parecem minutos. A perna é puxada atrás, o efeito na bola é dado, com força. E no único espaço possível para ela passar, passou mesmo! Fundo das redes e a loucura! Portugal congelou e o PORTO vibrou! Foi registado um tremor de terra na zona Norte e na bancada superior da mouraria! Herrera, the Hero, acertou um míssil e deixou os pseudo 6 milhões a chorar. Ganhámos e venha quem vier: somos PORTO e a mística voltou!

Mas calma, faltam 12 pontos…

12 pontos separam-nos do título. No entanto, calma. Porque quer queiramos, quer não, há equipas que nos vão querer passar a perna de todas as maneiras possíveis. O Setúbal é uma delas. Lembram-se do ano passado? No Dragão? Muito bem. Vamos ter mesmo de nos erguer, porque não teremos sempre um árbitro minimamente isento como é o caso de Artur Soares Dias. Devíamos, mas não será assim. Por isso, preparem-se. Marega voltou e isso é sem dúvida algo que traz um fator psicológico de alto gabarito. No entanto, não é só o Setúbal…

O Benfica vai ao Estoril, que se não quiser descer de divisão tem de pontuar. Será que a equipa das toupeiras, sem Jonas, vai conseguir enfrentar um Estoril armado para fazer moça? E depois? Depois ainda há a visita a Alvalade… Se o FC Porto tem duas saídas perigosas: Marítimo e Vitória, o Benfica também tem. Além disso, recebe o Tondela. Pode parecer inofensivo, mas é uma equipa manhosa.

Já no Dragão joga-se com o Feirense no dia a seguir de se jogar em Alvalade. Podemos ser campeões nessa jornada, como podemos precisar de ganhar obrigatoriamente para manter tudo em aberto. Jogamos sempre depois deles, e isso diz muito de como foi planeado este campeonato. Contra tudo e contra todos, só dependemos de nós! E tu, Sérgio Conceição, mereces!

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