FC Porto perdeu o gás todo no Minho

O FC Porto tem se dado muito mal pelos lados do Minho neste mês de fevereiro. Em dois jogos fora para o Campeonato Nacional, em menos de uma semana, primeiro contra o Vitória de Guimarães e agora contra o Moreirense, o FC Porto perdeu 4 pontos, permitindo que o Benfica e o Braga se consigam aproximar perigosamente do primeiro lugar.

Com muita ansiedade e até nervosismo, o campeão nacional sentiu muito a falta do seu melhor marcador da Liga, Marega, precisamente num aspeto completamente decisivo para a vitória num jogo de futebol: a concretização das jogadas ofensivas em golo. Neste primeiro teste sem Marega, a utilização do 4 x 3 x 3 não foi muito bem conseguida por parte de Sérgio Conceição.

Campeonato não é a Liga dos Campeões

Foi com alguma surpresa que os portistas viram a composição da equipa titular do FC Porto e repararam que apenas existia um avançado no onze, o brasileiro Soares. Isto significava automaticamente que o técnico optou por voltar a uma formação tática que deu frutos na fase de grupos na Liga dos Campeões. Porém, na nossa liga um 4 x 3 x 3 é menos ofensivo que um 4 x 4 x 2 o que acaba por facilitar bastante a vida dos defesas adversários.

Apesar disso, o FC Porto entrou claramente melhor no desafio que o Moreirense, o agora quinto classificado da Primeira Liga. Com alguns bons lances ofensivos, Soares esteve muito perto de marcar por duas ocasiões no primeiro tempo. Contudo, é inevitável realçar que a equipa só teve um remate enquadrado com a baliza em 45 minutos.

Já na segunda metade do desafio, a história do jogo foi totalmente diferente. Acusando claramente cansaço, a falta de pernas de muitos jogadores do FC Porto, que jogaram nestas últimas 5 semanas 10 jogos, permitiram que os extremos do Moreirense estivessem muito perto de marcar nos primeiros 10 minutos da segunda parte. Com uma excelente intervenção aos pés do avançado, Casillas provou mais uma vez que velhos são os trapos.

15 minutos loucos no Minho

Se até aos 75 minutos de jogo, as duas equipas pecaram na finalização, o mesmo não se verificou até ao fim do jogo. Aos 76 minutos, André Pereira disse sim a uma excelente conversão de uma falta, cabeceando para o fundo das redes. Por azar para o avançado português, este estava ligeiramente adiantado.

Três minutos após esse lance que daria a vantagem ao FC Porto, o Moreirense abriu o marcador. Após uma boa conversão de um canto, um defesa conseguiu ganhar aos centrais do FC Porto e cabecear à trave. Com Casillas completamente fora do lance, Texeira rematou na recarga e deu vantagem ao Moreirense.

Em claro desespero, o FC Porto foi com tudo para a frente nos últimos minutos, jogando com Soares, Fernando Andrade e André Pereira na frente. Contudo, e já em tempo de compensação, foi o recém entrado Otávio que viu e assistiu o capitão Herrera desmarcado na área, permitindo que o mexicano tivesse que apenas encostar para a baliza.

A faltar assim 2 minutos para o fim do jogo, o VAR, também teria claro que entrar em cena. Numa disputa de bola no ar entre André Pereira e o defesa Halliche, o avançado portista é claramente carregado nas costas. Para o VAR, havia mais que motivos para Jorge Sousa analisar este lance. Porém, além de não considerar que foi dentro de área, algo que também é duvidoso, o experiente árbitro por incrível que pareça fechou os olhos a uma falta que seria perigosíssima.

Com Fernando Andrade a ter a última oportunidade de marcar golo, a verdade é que o FC Porto, tal como diz o seu técnico, tem que se queixar mais na falta de eficácia, do que na sua produção ofensiva. Ai ai, a falta que o Marega faz. Esperemos que a solução chegue a tempo da chegada a Roma.

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