O Culpado é Sempre o Mordomo

A recente inauguração de mais uma Feira do Livro no Porto, excelente iniciativa da CMP, fez-me recordar os tempos da minha adolescência quando passava as noites a devorar livros policiais. Tinha autores preferidos Ellery Queen; George Simenon e o Inspector Maigret; Agatha Christie com o detetive Hércule Poirot; Arthur Conan Doyle o criador de Sherlock Holmes; Edgar Allan Poe; e tantos e tantos outros.

O prazer do enredo policial é adivinhar o mais rápido possível o autor do crime. Achava muita graça porque me entretinha a descobrir e nunca acertava. Por essa altura, paralelamente aos grandes escritores havia imitações baratas nos livros de bolso que costumávamos levar para as férias. O cenário era normalmente uma casa senhorial onde no decorrer de uma qualquer festa com muitos convidados aparecia um (ou mais) dos participantes mortos. Depois era preciso desembrulhar as pistas e encontrar o assassino. Normalmente o autor indicava-nos pistas falsas para desviar as atenções e no final o culpado era sempre o mesmo!

Mordomo Culpado

Mordomo Culpado

Estávamos nos anos 50, arrumei a coleção Vampiro nas prateleiras e passei a interessar-me por Desporto. Frequentava o Campo da Constituição no tempo do Barrigana, Virgílio, Alfredo e Carvalho deixei os policiais de lado e lia A BOLHA único jornal desportivo que viria a ser até hoje o órgão oficioso da “instituição”. Algum tempo depois o saudoso sportinguista Artur Agostinho publicava o Record para servir de contra vapor ao pasquim da Queimada.

Saltando no tempo e voltando ao início da crónica, vejam lá o que fui sonhar uma destas noites. Depois de ouvir a espantosa defesa escrita pelos 4 escritórios dos advogados, que o senhor das orelhas contratou para defender o indefensável, adormeci. Como nessa tarde tinha ido visitar a Feira do Livro vejam lá o que me aconteceu! Sonhei com um Stand todo encarnado onde só vendiam livros sobre o clube da treta.

Waterloo Luis Filipe Vieira

Waterloo Luis Filipe Vieira

Livro A Toupeira

Livro A Toupeira

Ele há coisas que contadas ninguém acredita! O pesadelo de uma noite de verão…

Até à próxima

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