Toupeiras vs FC Porto | A Crónica do Clássico

A sétima jornada do campeonato ditou a visita do futebol clube do Porto, atual campeão nacional, contra as toupeiras. O palco foi o estádio onde os dragões têm sido muito felizes nos últimos anos, não fosse esse o salão de festas favorito dos atuais detentores do título de campeões nacionais.

Jogo Toupeiras vs FC Porto

Quanto ao encontro propriamente dito, foi um jogo à imagem dos últimos clássicos entre estas equipas, muita luta, muita intensidade, mas pouco futebol jogado. Na verdade, o jogo em si foi enfadonho com 40 faltas, muitas paragens e muito pouca fluidez na partida.

Com efeito, o pouco que se jogou na primeira parte viu-se duas equipas muito amarradas com demasiados equilíbrios e poucos desequilíbrios, a anularem-se uma a outra. O processo defensivo das duas equipas superiorizou se em relação ao processo ofensivo de ambas. No entanto apesar do equilíbrio, o clube das toupeiras parecia estar mais em jogo e a levar um ligeiro ascendente.

O intervalo chegou (finalmente) e era previsível que Sérgio Conceição corrigisse algumas situações, no sentido da sua equipa se apresentar a um melhor nível na segunda parte.

Contudo, o jogo foi passando e nunca houve sinais de melhoria da equipa liderada por Sérgio Conceição. Deste modo, fizeram um jogo muito atabalhoado e sem qualquer critério na circulação da bola, sem garra e intensidade necessárias para quem vai disputar um jogo no estádio da luz. Tudo isto foram fatores determinantes para a conquista do campeonato na época passada.

Por outro lado, o Benfica na segunda parte fez uma boa gestão do jogo, a mostrar que tem boas alternativas no banco de suplentes e, acima de tudo, Rui Vitória soube ler o jogo. Acabando isso por conquistar a tão desejada vitoria que pôs fim a um ciclo que parecia não terminar na era de Rui Vitoria em relação às vitórias nos clássicos.

Em suma, o Benfica acaba por ganhar com justiça num golo marcado por Seferovic aos 62 minutos num lance em que parece que Militão chega um pouco atrasado para cortar o lance.

E Óliver? | Toupeiras vs FC Porto

Enfim, seguramente não serei o único que não percebe como num jogo destes Sérgio Conceição decide abdicar de Oliver Torres. Não consigo entender, porque Oliver traria qualidade, critério na circulação e um pouco de magia que faltou sempre a equipa do Porto.

Destaques dos Dragões:

Herrera: Sérgio Conceição decidiu inovar no clássico fazendo subir o capitão mexicano no terreno baixando Otávio, o que permitiu a Sérgio Conceição apostar num 4-2-3-1. O Mexicano acrescentou muito pouco ao futebol dos dragões, tendo feito uma exibição paupérrima.

Militão: O jovem craque brasileiro continua a brilhar no campeonato português, desta vez brilhou num clássico. Apesar das 40 faltas que o jogo teve, o central brasileiro quase nunca recorreu a falta, visto que ganhou quase todos os duelos, antecipando-se quase sempre aos avançados do Benfica. Porém, aos 62 minutos parece estar um pouco atrasado em relação a Seferovic e acaba por ficar ligado ao golo das águias.

Otávio: Com Herrera mais subido no terreno, coube a Otávio a par de Danilo as missões mais defensivas no meio campo dos dragões. Aposta muito infeliz por parte de Sérgio Conceição. Quase sempre mal posicionado em transição defensiva, abusou das faltas e o amarelo que levou só peca pela tardia. Acabou por dar o lugar a Sérgio Oliveira aos 52 minutos.

Marega: O avançado Maliano que brilhou na época passada ao serviço dos dragões continua sem fazer um jogo consistente este ano. No clássico, duas arrancadas ainda na primeira parte do Maliano valeram amarelos para Grimaldo e Lema. Mas foi só isso.

Soares: A inclusão do avançado brasileiro no 11 inicial fazia antever acima de tudo maior agressividade no ataque dos azuis e brancos e maior capacidade para ganhar mais duelos. No entanto, o avançado brasileiro teve uma noite infeliz, à imagem da equipa, o avançado demonstrou que ainda não está em forma. Diga-se de passagem, que era expectável que estivesse em forma, já que começou a treinar sem limitações há uma semana. Acaba por fazer também ele um jogo apagado, exceção feita a 2 remates dele na primeira parte ainda que fossem remates de encaixe fácil para Odysseas. Saiu aos 76 minutos para dar o lugar a André Pereira.

[Total: 6    Average: 4.8/5]