A monotonia começa a ser a nota dominante destes meus balanços mensais. Olho para trás e apercebo-me que a maioria das nomeações que fiz tem várias repetições. Mas não é difícil de perceber porquê… Mesmo na altura em que andávamos na lama, os que agora se destacam eram os únicos que se mantinham acima da mediocridade geral. E têm mantido o alto gabarito exibicional!

Nesta altura que vos escrevo, estamos provisoriamente no primeiro lugar. É verdade, quem diria que isto iria acontecer? Acho que nem o Nhaga! Mas a verdade é que as coisas começam a atinar e estamos fortes na luta, possivelmente até melhor colocados que os outros dois adversários porque temos o calendário mais fácil até final do campeonato e não temos outras competições para nos desgastarmos (vão com calma, não me julguem por dizer isto. Preferia estar em todas as competições mas não deixa de ser uma vantagem só jogarmos de 8 em 8 dias).

Posto isto, é a primeira vez que vos escrevo com orgulho e com esperança nesta equipa. Por isso, espero que saia daqui uma verdadeira ode triunfal!



Melhores Jogadores do Benfica de Janeiro

  1. Jonas

Acho que nem vale a pena tentar justificar as razões desta nomeação… Depois de o ter eleito o melhor jogador de Setembro, Outubro,  Novembro e Dezembro, eis que não tenho outra opção que não seja elegê-lo como o melhor de Janeiro… É impressionante! Juro que não recebi qualquer saco azul nem sequer uma mala recheada de notas! A “cruel” realidade dos factos deixa-me de mãos atadas… 6 golos em 5 jogos é muita fruta!

  1. Krovinovic

Antes de mais: desejo de rápidas melhoras, craque! Infelizmente, será a última vez que terei a oportunidade de destacar o perfume e a qualidade do futebol deste miúdo croata, pelo menos durante esta época. Mas faço-o com um enorme orgulho. Não há jogador neste plantel que mais tenha crescido do que o Krovinovic. A sua importância na equipa já era tal que o único deslize que sofremos este mês foi, precisamente, no primeiro jogo após a sua lesão. Não faltaram as vozes que o tenham atribuído à perda do principal maestro deste novo Benfica. E com razão…

  1. Pizzi

«Bem-vindo de volta, tenente! Já tínhamos saudades de si… Já era hora de agarrar nas tropas e conduzi-las à vitória!». É verdade que o plantel do Benfica está recheado de soluções (bem mais do que os adversários) e que não seria difícil ter colocado o Pizzi no banco, naquela altura em que mais parecia que se arrastava em campo… Mas não haverá verdade mais universal que o facto deste craque ser o motor mais eficiente deste Ferrari Vermelho! Quando não lhe falta combustível e o sistema não sobreaquece, nota-se logo que o ponteiro da criatividade fica colado no máximo das rotações. É passes milimétricos (em profundidade, pelo ar, pelo chão…), é triangulações de deixar o queixo caído, são toques de magia, recuperações à velocidade da luz e assistências atrás de assistências. Todos sabem que não há Ferrari que funcione sem motor e este Benfica não funciona sem Pizzi…


  1. Fejsa

Um autêntico muro de betão! Ás vezes até dá pena ver os adversários esbarrarem nele… Parece que não mas é coisa para fazer mossa e deixar mazelas. E não o digo no mau sentido! Só em Janeiro foram vários os craques que ficaram a seco por se terem cruzado com este exterminador implacável: foi o caso do Bruno Fernandes que se esqueceu de aparecer na Luz, do Danilo e do Vukcevic que foram varridos do jogo de Braga e do Pedro Tiba que até começou bem o jogo na Luz mas depois foi totalmente apagado de cena… Pela consistência que vem adquirindo e pela recuperação da qualidade defensiva da equipa, até mereceria um maior destaque. Mas, para já, ficamos por aqui, com o desejo de o ver exterminar os desafios que estão para vir!

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